Antes mesmo de movimentar a indústria com a aquisição da Warner Bros., a Netflix já discutia internamente a criação de uma estrutura própria para distribuir seus filmes nos cinemas. A revelação foi feita pelos co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters durante a conferência de resultados do quarto trimestre de 2025.
Segundo os executivos, a ideia de levar os originais da plataforma para as telonas foi debatida diversas vezes ao longo dos anos, mas sempre acabou ficando em segundo plano diante da prioridade de expandir o domínio no mercado de streaming. Sarandos, que em abril de 2025 chegou a classificar a experiência de ir ao cinema como "ultrapassada", justificou a mudança de tom com pragmatismo corporativo.
"Lembrem-se, já disse isso muitas vezes: isto é um negócio, não uma religião. Portanto, as condições mudam, as percepções mudam", afirmou Sarandos. "Debatemos muitas vezes se deveríamos ou não construir um mecanismo de distribuição para cinemas. E num mundo de prioridades e recursos limitados, simplesmente não entrou na lista."
A compra da Warner Bros. soluciona essa questão logística, entregando à gigante do streaming uma infraestrutura de distribuição global "de classe mundial", capaz de gerar mais de US$ 4 bilhões em bilheteria. Como parte da estratégia para consolidar o meganegócio, Sarandos se comprometeu a manter uma janela de exibição exclusiva de 45 dias para os lançamentos da Warner nos cinemas.
Apesar da nova aposta nas salas de exibição, o modelo de negócio principal permanece inalterado. O diretor financeiro Spence Neumann ressaltou que, mesmo após a fusão, projeta-se que 85% da receita combinada das empresas continuará vindo das assinaturas de streaming. A operação cinematográfica é vista agora como um complemento eficaz e um "acelerador" para o ecossistema da companhia.
POR:Marcilio
FONTE:Ovicio
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