sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Cyberpunk | Diretor diz que estudio aprendeu com o jogo

 






Cinco anos após um lançamento turbulento, Cyberpunk 2077 é citado como exemplo de amadurecimento criativo e técnico da CD Projekt RED.


O estúdio apostou em um forte suporte, e desde então, uma grande reformulação aconteceu no jogo, permitindo que se tornasse a principal produção comercial da empresa, ultrapassando 35 milhões de unidades vendidas.


Diretor associado da sequência, com título provisório de Cyberpunk 2, Paweł Sasko afirmou que a grande lição aprendida foi a necessidade de foco e disciplina.


“Criativamente, aprendemos a importância do foco e da disciplina. Cyberpunk 2077 funciona melhor quando seus sistemas, narrativa e temas se reforçam mutuamente, em vez de competirem por atenção ou até trabalharem abertamente uns contra os outros”, explicou ao GamingBolt.


Sasko também reconheceu que a equipe poderia ter sido mais cuidadosa ao lidar com a chamada dissonância ludonarrativa.


No jogo, após implantar o Relic, V passa a ver Johnny Silverhand (interpretado por Keanu Reeves), mas também começa a morrer lentamente, ficando cada vez mais fraco, algo que entra em conflito com a progressão típica de um RPG, em que o personagem se torna mais poderoso a cada missão concluída.


“V está morrendo, vomitando sangue e tossindo, mas a progressão de um RPG faz com que ele fique mais forte a cada missão finalizada. Usamos isso para reforçar a narrativa e a sensação de perda, porque cada passo que V dá aproxima a inevitabilidade de uma doença terminal, não importa o quão poderoso você se sinta. Exploramos essa tensão o melhor que pudemos, mas poderíamos ter focado nisso mais cedo”, acrescentou.


No campo técnico, o aprendizado foi ainda mais profundo.


“Muitas das melhorias que os jogadores veem hoje só foram possíveis porque retrabalhamos sistemas centrais, em vez de apenas empilhar correções por cima... às vezes, arrancar tudo e refazer do zero é a única saída. Ambição precisa caminhar junto com as possibilidades técnicas, e limitações devem ser respeitadas e usadas como estímulo para decisões de design mais inteligentes”, afirmou.


No fim das contas, a situação adversa acabou funcionando como um catalisador de mudanças.


“Cyberpunk nos forçou a amadurecer como estúdio. Refizemos ou iteramos a maioria dos nossos procedimentos e criamos o hábito de otimizar e refinar constantemente esses processos”, concluiu.



POR:Marcilio

FONTE:Ovicio

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