quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Warner critica tatica da Paramount, e estudio vira foco do governo

 





A batalha pelo controle da Warner Bros. Discovery atingiu um novo nível de tensão e complexidade nesta semana. Em resposta a uma moção da Paramount no Tribunal de Justiça de Delaware, a empresa liderada por David Zaslav não poupou críticas, classificando o pedido rival por um julgamento acelerado como um mero "exercício de teatro da urgência", comparando a atitude a "soar um alarme de incêndio na ausência de chamas" (via Deadline).


A Paramount, sob comando de David Ellison, entrou com uma ação exigindo que a WBD justifique sua preferência pelo acordo de venda de ativos para a Netflix em detrimento da oferta hostil de fusão total. Eles pedem rapidez no processo antes do prazo de 21 de janeiro, data estipulada para os acionistas apresentarem suas ações. A Warner, no entanto, rebateu afirmando que essa urgência é artificial, já que o prazo foi definido unilateralmente pela própria Paramount, que teria poder para estendê-lo.


A WBD reforçou que seu próximo documento oficial detalhará aos acionistas exatamente por que o conselho recomenda a transação com a Netflix, incluindo pareceres financeiros completos. A empresa acusa a Paramount de usar o tribunal como uma "porta dos fundos" para tentar interferir na administração durante a disputa. Uma audiência foi marcada para quinta-feira (15) para analisar a situação.


Como se a briga nos tribunais não bastasse, a pressão política sobre o negócio aumentou drasticamente. O deputado californiano Sam Liccardo enviou uma carta a David Ellison (via The Wrap) exigindo que a Paramount submeta voluntariamente sua oferta de US$ 108,4 bilhões à análise do Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS).


O legislador levantou "sérias preocupações de segurança nacional" devido ao fato de que cerca de US$ 24 bilhões do financiamento da oferta viriam de fundos soberanos do Oriente Médio. Liccardo argumenta que a Warner detém dados pessoais de mais de 100 milhões de americanos e que a entrada de capital estrangeiro dessa magnitude exige transparência total para evitar influência externa em decisões editoriais ou acesso indevido a dados privados.


Embora a Paramount insista que os investidores estrangeiros não terão direitos de voto ou assentos no conselho — e que a família Ellison manteria o controle majoritário —, o deputado pede garantias concretas até 23 de janeiro. Enquanto isso, diante do caos e da pressão crescente, fontes indicam que a Netflix estaria considerando alterar sua proposta para um pagamento totalmente em dinheiro, visando tornar seu acordo ainda mais atrativo para os acionistas da Warner.


POR:Marcilio

FONTE:Ovicio

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