1 - Com grande parte da imprensa reportando a fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount como certa, Procurador-Geral da Califórnia se pronuncia sobre recente reviravolta na aquisição do estúdio, e garante que a parceria entre os estúdios ainda "não é um negócio fechado".
Assim como a proposta da Netflix foi alvo de investigações, a compra da PSKY pela WBD também passará por uma análise rigorosa dos órgãos de fiscalização, enquanto Rob Bonta diz para a imprensa não se antecipar quanto ao negócio.
Em um comunicado publicado logo após a desistência de Ted Sarandos, da Netflix, na competição pelo estúdio liderado por David Zaslav, o Procurador-Geral afirmou:
"A fusão Paramount/Warner ainda não é um negócio fechado. Esses gigantes de Hollywood ainda passaram pela fiscalização-regulatória - o Departamento de Justiça da Califórnia tem uma investigação em aberto, e pretendemos ser rigorosos em nossa revisão."
Bonta já havia emitido um comunicado semelhante durante os avanços do negócio abandonado entre a WBD e a Netflix, enquanto a conclusão do negócio tinha um prazo de conclusão de até 18 meses após as revisões necessárias.
2 - A Warner vai aceitar a última oferta da Paramount, mas o negócio está longe de ser fechado. Inclusive, o CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, não parece tão convicto de que o acordo vá ser aprovado.
Em um áudio vazado de uma reunião geral com funcionários, é possível ouvir o executivo justificando a venda da empresa. "Se a Warner Bros. quiser sobreviver, precisamos ser maiores e precisamos ter presença global. Alguns concorrentes estão ficando tão grandes que podem simplesmente nos atropelar", disse Zaslav.
"Não é fácil, mas estamos crescendo e nos fortalecendo. E vocês [funcionários] são a inveja de todos neste ramo", alegou o executivo. "Juntos, podemos ser uma grande empresa".
No fim do discurso, Zaslav disse que a investigação do governo sobre o negócio deve durar de 6 a 12 meses. No entanto, ele terminou alertando: "O negócio pode não ser fechado. Se não for fechado, recebemos US$ 7 bilhões e voltamos ao trabalho."
É óbvio que há chances de o negócio não ser aprovado, mas não deixa de ser curioso que o executivo tenha enfatizado isso em uma reunião informal, feita para tranquilizar funcionários em pânico com o iminente processo de demissão em massa que terá início se a fusão entre Warner e Paramount for concretizada.
3 - As redes de cinema, que estavam preocupadas que a gigante do streaming tirasse um dos mais tradicionais estúdios dos Estados Unidos do mercado cinematográfico, estão mais tranquilas, correto? Errado! Elas seguem contra a venda da Warner Bros. Discovery e vão tentar barrar a fusão com a Paramount.
A associação comercial Cinema United solicitará aos legisladores do Capitólio, ao Departamento de Justiça dos EUA e aos estados que interrompam o negócio, por temerem ficar reféns de um único cara poderoso no mercado — no caso, David Ellison.
“Se a Paramount ou outro grande estúdio acabar substituindo a Netflix como comprador, nossas preocupações não diminuem”, afirmou a Cinema United em comunicado. “Uma combinação entre Paramount e Warner Bros., por exemplo, consolidaria até 40% da bilheteria doméstica anual nas mãos de um único estúdio dominante.”
Os líderes da associação, inclusive, não acreditam na promessa de Ellison de lançar 30 filmes por ano. A ideia é usar o tema do encolhimento do mercado como cartada principal ao tentar impedir o "matrimônio" entre Paramount e Warner.
POR:Marcilio
FONTE:Ovicio
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