A IMAX está estudando a possibilidade de venda de suas operações e já iniciou contatos preliminares com grandes empresas do setor de entretenimento. De acordo com informações obtidas pelo Hollywood Reporter e pelo Wall Street Journal, o processo ainda se encontra em estágio inicial e pode não resultar em um acordo definitivo entre as partes envolvidas.
A busca por um comprador ocorre em um período de forte expansão para as salas de formato premium, que registram um crescimento acelerado em comparação com a bilheteria geral. Atualmente, exibições em telas gigantescas como as da IMAX são fundamentais para o mercado mundial, chegando a representar cerca de 30% da arrecadação total de um blockbuster. No ano passado, a marca abocanhou 5,2% da bilheteria doméstica norte-americana, impulsionada por sucessos comerciais adaptados para suas telas, como Avatar: Fogo e Cinzas.
O valor de mercado atual da companhia é estimado em aproximadamente US$ 1,85 bilhão, o que representa uma aquisição relativamente pequena para os grandes conglomerados de mídia. Em reunião recente com investidores, o CEO da empresa, Rich Gelfond, afirmou que a marca será “um ativo incrivelmente valioso, seja como uma empresa de capital aberto totalmente independente ou como parte de uma empresa maior“.
Caso a venda seja concretizada, a principal dúvida da indústria envolve uma possível exclusividade ou preferência de exibição para as produções do estúdio comprador, já que todos os grandes distribuidores disputam o espaço dessas salas simultaneamente.
O interesse de plataformas de streaming no formato tradicional também ganha força neste cenário. A Netflix, por exemplo, fechou um acordo para exibir As Aventuras de Cliff Booth, estrelado por Brad Pitt e dirigido por David Fincher, exclusivamente em salas IMAX por duas semanas antes do lançamento digital em novembro. O serviço também planeja uma janela de sete semanas nos cinemas para As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago em fevereiro do ano que vem.
Diante desse movimento, analistas de mercado especulam que a própria Netflix poderia surgir como uma potencial compradora para expandir sua presença física nos cinemas, especialmente após perder espaço de distribuição com a recente consolidação entre Warner Bros. e Paramount. No entanto, um acordo oficial ainda não foi fechado.
No Brasil, a IMAX opera por meio de parcerias de licenciamento tecnológico com as principais redes de exibição do país, incluindo Cinemark, UCI e Cineart. A empresa não possui complexos próprios, mas instala suas telas de proporções gigantescas, projetores integrados e sistemas de som customizados em salas selecionadas de grandes capitais, dividindo os lucros das bilheterias com as redes locais.
POR:Marcilio
FONTE:Ovicio

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