terça-feira, 21 de julho de 2026

Momento 'Cara De Barro'

 







Durante uma entrevista extensa com a Entertainment Weekend, a equipe por trás do novo projeto da DC Studios, Cara de Barro, revelou novos detalhes sobre o longa de terror.


Tom Rhys Harries, que interpreta Matt Hagen, o ator promissor que acaba se transformando no monstro, apontou 'Asilo Arkham - Uma Séria Casa em um Sério Mundo' de Grant Morrison como uma de suas inspirações para o papel.


"Há algo tão eficaz e perturbador naquelas ilustrações daquela história", diz ele, antes de mencionar outra referência marcante: o videogame *Arkham Asylum*, no qual o personagem em transformação chega a "um momento realmente eficaz e psicologicamente desconcertante".


Harries descreve como Matt superou uma criação marcada pela violência e pela pobreza nos bairros mais precários da cidade para construir uma vida invejável na vida adulta. Então, prestes a alcançar o estrelato absoluto, ele se envolve com a namorada de um chefe da máfia local, que, em um acesso de fúria vingativa, acaba desfigurando o rosto de Matt.


Agora mutilado e desesperado para recuperar sua vida, Matt entra em contato com uma cientista, a Dra. Caitlyn Corr (Ackie), e seu soro milagroso. Embora a substância borbulhante pareça oferecer a gratificação instantânea de uma solução que dispensa cirurgia plástica, ao ser injetada, ela desencadeia a transformação inevitável de Matt na entidade monstruosa que os fãs de quadrinhos conhecem como Cara de Barro (Clayface).


"Encontramos Matt em um verdadeiro ponto de virada na carreira e, logo em seguida, em um momento decisivo de sua vida pessoal", diz ele. "É uma história de terror, mas também um suspense. Ela nos faz questionar: até onde você iria para recuperar a vida que construiu?"


Por sua vez, Peter Safran, Co-Ceo do estúdio, aproveitou para comentar quando o filme se passa, e o papel de Mike Flanagan.


O renomado showrunner por trás de A Maldição da Residência Hill e Missa da Meia-Noite apresentou uma ideia que já cultivava há tempos a Gunn, um amigo de longa data do meio. A ideia surgiu de sua obsessão por Batman: A Série Animada e pelo arco de dois episódios do personagem Cara de Barro (Clayface) naquela adorada animação dos anos 90: as partes 1 e 2 de "Feat of Clay", da primeira temporada.


"Nós realmente queríamos que ele dirigisse — digo, queríamos muito mesmo que ele dirigisse", relembra Safran. "Mas a agenda do Flanagan estava lotada. Ele tinha muitos projetos em andamento. Então ele disse: 'Olha, não posso dirigir, mas vocês têm a minha bênção. Vão com Deus'."


Safran também confirma que os eventos do filme antecedem Creature Commandos na cronologia oficial, e que o Cara de Barro que vemos naquela série animada da HBO Max é o mesmo Matt Hagen que encontramos agora aqui.


O produtor, além disso, usou o tempo para comentar sobre o futuro do DCU após o fracasso de 'Supergirl' nos cinemas. 


“Obviamente, vocês viram neste fim de semana que nem tudo vai dar certo, mas não avaliamos o sucesso do nosso plano de 10 anos com base em qualquer projeto individual ao longo do caminho.” Trata-se mais de “expandir a variedade de tons do universo DC. A obra aposta no terror e no suspense psicológico de uma forma que definitivamente a diferencia das produções de super-heróis mais tradicionais, ao mesmo tempo em que permanece ancorada naquele que eu diria ser um personagem reconhecível.”


A responsabilidade do novo projeto acabou indo para James Watkins, que ascendeu ao topo da lista de concorrentes após dirigir o remake de Speak No Evil, de 2024, com James McAvoy. Embora ele também seja elogiado por A Mulher de Preto, de 2012, com Daniel Radcliffe,


“Interesso-me por filmes que proporcionam ao público uma verdadeira montanha-russa de emoções. Você quer levar as pessoas a uma jornada, mas não quer que ela seja puramente mecânica. Quero que ela tenha alma. Achei que este filme tinha isso. Havia elementos míticos naquele universo de metamorfose em que ele vivia. Questões sobre a nossa humanidade — como a perdemos e o que significa ser um monstro.” Disse Witkins sobre a abordagem para o filme. Com Frankenstein sendo outra imagem visual em mente durante o processo, associada às cicatrizes iniciais no rosto de Matt antes do soro. “Conheço bem o gênero, e há uma razão pela qual alguns desses mitos perduram”


E falando no monstro, foi confirmado que a transformação completa em Cara de Barro — a verdadeira forma imponente com a boca escancarada e os olhos profundos e cavernosos — será guardada como surpresa para os cinemas.


"Você não quer mostrar o tubarão", diz Watkins, aludindo à criatura de Tubarão, de Steven Spielberg. "Acho que as pessoas revelam demais... Acredito no poder do mistério, no poder da sugestão e no poder das pessoas juntarem as peças. Acho que é mais divertido."


No entanto, Harries compartilha um pouco de sua reação ao ver a forma final de seu personagem.


“Já faz um ano desde que vi aquela coisa sendo construída. Mal posso esperar para que as pessoas a vejam”, diz ele. “Fico constantemente impressionado com a enorme engrenagem criativa envolvida na produção de um filme como este, com o talento de todos os envolvidos e com a sorte que senti por fazer parte disso de alguma forma.”


O filme também apresentará Gotham City ao DCU, bem antes de conhecermos o novo Batman. O personagem John, interpretado por Minghella, é uma forma de explorar esse mundo. Minghella descreve a experiência como "um sonho de infância realizado".


"Há algo no DCU que sempre exerceu um fascínio sobre o meu subconsciente. Mesmo nos filmes com os quais talvez eu tenha me identificado um pouco menos, existe algo na estética ou na tonalidade deles", diz o ator. "Isso realmente penetra na minha mente. Sempre me senti muito cativado por esse universo."


Falando sobre Gunn, Watkins explica: "James e eu queríamos criar uma Gotham que tivesse uma certa imponência, mas também corrupção e sujeira, sem ser, no entanto, sombria demais. Gosto de ter cor no filme e no universo". O diretor alerta, porém, que o filme não trará outras figuras conhecidas do núcleo do Batman. 


“A história é a do Cara de Barro; é a história de Matt Hagen. Se você pega uma pessoa dentro do universo de Gotham e acompanha a trajetória dela, trata-se de manter a integridade disso”, responde Watkins. “Você não cruza necessariamente com nenhuma dessas outras pessoas... É apenas uma cidade grande. Entendo por que as pessoas se preocupam com essas coisas, mas esse não é o meu trabalho. Meu trabalho é me preocupar com a questão: ‘Essa história é fiel a si mesma?’, em vez de tentar encontrar formas de ser gracioso ou esperto, suponho.”


POR:Marcilio

FONTE:Entertainment Weekend.

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