segunda-feira, 13 de julho de 2026

Paramount e processada por varios estados por compra da Warner

 







Uma coalizão de 12 procuradores-gerais estaduais, liderada pela Califórnia, processou a Paramount para impedir a aquisição da Warner Bros. Discovery — uma operação avaliada em US$ 111 bilhões. Trata-se de um desafio jurídico abrangente a uma fusão que ameaça remodelar Hollywood, ocorrendo em um cenário marcado pela ausência de intervenções da administração Trump em grandes transações corporativas.


Em uma ação judicial muito aguardada, protocolada na segunda-feira em um tribunal federal da Califórnia, os estados alegam que a aquisição restringirá substancialmente a concorrência na distribuição cinematográfica (especialmente em lançamentos de grande porte e filmes de maior bilheteria) e no licenciamento para TV a cabo, violando as leis antitruste. Eles argumentam que a fusão unirá dois dos cinco maiores estúdios de Hollywood, resultando em preços mais altos, menos filmes nos cinemas e uma redução na variedade e na qualidade do conteúdo.


Os estados alegam violação da Lei Clayton, uma legislação antitruste que trata de potenciais monopólios. Eles solicitaram à Paramount que não conclua o negócio até que o caso seja decidido; caso contrário, afirmam que buscarão uma ordem judicial de restrição temporária.


O atraso na conclusão do negócio traz repercussões financeiras significativas. Segundo o acordo, os acionistas da Warner Bros. têm direito a receber cerca de US$ 650 milhões por trimestre — ou US$ 6,9 milhões por dia — caso a fusão não seja concretizada até 30 de setembro.


"Não há dúvida aqui: esta fusão sufocará a concorrência, elevará os preços, reduzirá a qualidade do conteúdo e resultará em menos filmes e programas a cada ano", afirmou o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, em entrevista coletiva realizada nas proximidades do letreiro de Hollywood. Ele lidera a ação judicial ao lado de Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington.


Em comunicado, a Paramount declarou que o processo "reflete uma aplicação fundamentalmente equivocada das leis antitruste e está errado tanto em relação aos fatos quanto ao direito".


"A união da Paramount com a WBD criará uma empresa de mídia mais forte, bem capitalizada e focada na criatividade, mais bem posicionada para competir com empresas como a Netflix, que passaram a dominar o setor na disputa por público, conteúdo premium e talentos criativos", acrescentou a empresa. "Em suma, qualquer tentativa de bloquear essa transação mina os próprios princípios que a legislação antitruste visa promover: mais concorrência, mais opções para os consumidores e mais oportunidades para criadores e trabalhadores."


POR:Marcilio

FONTE:Hollywood Reporter

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