Christopher Nolan já foi aclamado por promover uma revolução nos efeitos especiais em A Odisseia, mas agora revelou que atribui esse mérito a Guillermo del Toro.
A aguardada superprodução épica — uma grandiosa adaptação cinematográfica do clássico da literatura grega de Homero, com estreia nos cinemas prevista para 17 de julho — já fez história por ser o primeiro filme a ser totalmente rodado com câmeras IMAX.
No entanto, o que também tem gerado grande expectativa em torno do filme é a imensa escala da produção, que combina locações reais vastas com efeitos especiais criados inteiramente por meios práticos, sem o uso de computação gráfica (CGI).
Nolan tem recebido muitos elogios por esse feito, bem como pelo filme como um todo, após sua estreia mundial em Londres, em 6 de julho; contudo, em entrevista ao *LA Times*, ele revelou que teve Del Toro como guia.
Ao falar sobre como deu vida ao monstro de seis cabeças Cila, o diretor disse à publicação: "Inspirei-me muito em Guillermo del Toro. O que aprendi com ele é que um monstro não é apenas um monstro. É preciso abordá-lo da mesma forma que se aborda qualquer outro personagem".
Del Toro recebeu elogios semelhantes por esse aspecto da produção em seu filme mais recente, *Frankenstein*, que conquistou os prêmios de Melhor Design de Produção, Melhor Maquiagem e Cabelo e Melhor Figurino na edição deste ano do Oscar.
Em uma linha semelhante, para criar o ciclope Polifemo — interpretado por Bill Irwin —, Nolan contou que ele e sua equipe utilizaram "marionetes, animatrônicos e robótica, mas o Bill participou das filmagens por um mês. Além de ser um grande ator, ele é mímico e palhaço; sabe usar a fisicalidade. Ele foi a essência de tudo isso".
De modo geral, o diretor descreveu seu novo projeto como um "texto fundamental muito forte" no contexto de sua filmografia, afirmando: "Venho contando essa história em todos os meus filmes há anos. É uma história de família, de amor, de vingança, de guerra e de amadurecimento".
POR:Marcilio
FONTE:LA times
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