A Paramount está finalmente adotando uma postura firme no embate contra procuradores-gerais de estados de maioria democrata e o sindicato dos roteiristas (*Writers Guild of America*) em relação à ação antitruste que visa impedir o acordo de US$ 111 bilhões de David Ellison para fundir a Warner Bros. Discovery com a casa de *O Poderoso Chefão*.
Para usar uma analogia com a famosa frase sobre uma "oferta irrecusável", essa seriedade tem um valor específico: US$ 1,88 bilhão.
Após ameaças vazadas — e amplamente ridicularizadas — de deixar a Califórnia caso não houvesse negociações significativas de acordo com os procuradores-gerais e o sindicato dos roteiristas (que se mantêm irredutíveis), a legião de advogados da Paramount protocolou, na segunda-feira, um pedido para que os autores da ação depositem uma garantia de US$ 1,88 bilhão. Caso fosse depositado, esse valor ajudaria a cobrir grande parte da taxa de penalidade por atraso (*ticking fee*) de US$ 7 milhões diários que a Paramount Skydance é obrigada a pagar aos acionistas da WBD a partir de algumas semanas, além de outros custos embutidos no acordo de fusão.
"Agora que o julgamento está marcado para março de 2027 — cerca de quatro meses após a data proposta pelos réus e a mais de meio ano de distância —, a Paramount busca a garantia a que tem direito por lei", afirma a petição ousada. "A cada dia que passa após 30 de setembro sem a conclusão da fusão, a Paramount deve pagar cerca de US$ 7 milhões em taxas de atraso aos acionistas da Warner Bros., além de outras taxas às suas fontes de financiamento pela manutenção de seus compromissos, ficando impedida de concretizar sinergias tecnológicas e de marketing, entre muitos outros benefícios da transação."
Enfatizando o impacto dos custos do processo judicial na realidade corporativa, o documento acrescenta: "Quando o julgamento terminar e as partes apresentarem suas alegações finais, a Paramount terá pago aos acionistas da Warner Bros. um valor irrecuperável de US$ 1,3 bilhão apenas em taxas de atraso. O atraso também ameaça anular as aprovações regulatórias que os réus levaram meses para obter. Se a transação não for concluída até o final do julgamento, os réus terão de tomar medidas adicionais para obter a aprovação regulatória, novamente a um custo substancial. Sem uma garantia, mesmo uma vitória completa no mérito não recuperaria um único dólar dessas perdas extraordinárias."
"É precisamente por isso que a lei federal exige que os autores da ação forneçam uma garantia como condição para obter medidas liminares, como a ordem aprovada pelo tribunal", insiste o documento de 30 páginas.
POR:Marcilio
FONTE;Deadline
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