Um juiz federal marcou para março do próximo ano o julgamento sobre a fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery.
A data está muito mais próxima do cronograma defendido pelos procuradores-gerais estaduais e pelo Writers Guild of America (WGA) — que entraram com uma ação para impedir a transação — do que do início do julgamento no outono (do hemisfério norte), preferido pela Paramount.
A juíza distrital dos EUA Araceli Martínez-Olguín, sediada em Oakland, determinou que o julgamento ocorrerá de 2 a 19 de março do ano que vem.
A Paramount havia solicitado o início do julgamento em novembro; os procuradores-gerais estaduais e o WGA propuseram abril.
A juíza estabeleceu que as sessões ocorrerão das 8h30 às 13h30, com dois intervalos de 15 minutos. Não haverá audiências nos dias 8 e 15 de março.
Um porta-voz da Paramount declarou: "Respeitamos a decisão do tribunal e continuamos acreditando que um julgamento sobre o mérito da questão é a maneira melhor e mais direta de provarmos o que dissemos desde o início: esta transação é legal, pró-competitiva e não levanta preocupações antitruste. A ação judicial contra nós não tem fundamento nos fatos, na economia ou na legislação antitruste. Continuaremos a defender vigorosamente a transação e permanecemos comprometidos em concluí-la o mais rápido possível, para que seus benefícios para a comunidade criativa e para os consumidores possam ser concretizados".
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que lidera outros 11 procuradores-gerais estaduais na contestação da fusão, não quis comentar.
A data do julgamento é de extrema importância para a Paramount, que terá de pagar à Warner Bros. Discovery US$ 7 milhões por cada dia de atraso na conclusão da transação após 30 de setembro. Esse foi o incentivo adicional oferecido pela Paramount enquanto disputava com a Netflix a aquisição do estúdio tradicional e de outros ativos.
POR:Marcilio
FONTE:Deadline
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