A Sony Interactive Entertainment retirou os códigos de download digital das lojas físicas em abril de 2019, antes de anunciar seu futuro sem discos no início deste mês. Muitos fãs do PlayStation não apenas detestaram essas decisões, como também argumentaram que elas constituem uma prática anticompetitiva. Segundo os jogadores que abriram processos, o PlayStation está forçando seus usuários a comprar videogames exclusivamente em sua loja online, a PlayStation Store. A Sony se beneficia disso, de acordo com as ações judiciais, pois consegue reter uma fatia de 30% das vendas, sem grande receio de que outros varejistas ofereçam preços mais baixos.
Alguns desses processos tramitam há anos, enquanto outros surgiram recentemente, alegando que o anúncio da Sony de parar de vender discos representa mais uma prática anticompetitiva — mais uma vez, argumentam os jogadores autores das ações, a Sony Interactive Entertainment está eliminando opções de compra. Os processos têm alcance internacional, abrangendo o Reino Unido, Portugal, os Países Baixos, o México e os Estados Unidos.
"Historicamente, os jogos físicos atuavam como uma restrição competitiva indireta para os consumidores
que possuíam um PlayStation", disse René Otto, fundador da Deviant Legal, ao Kotaku por e-mail. "Os consumidores podiam comprar uma cópia física na Amazon, no Walmart ou em uma loja local, esperar que os varejistas dessem descontos no estoque, comprar uma cópia usada, pegar um jogo emprestado com um amigo ou revendê-lo posteriormente. Embora a Sony ainda controlasse a plataforma, essas alternativas limitavam a dependência dos consumidores em relação à PlayStation Store."
POR:Marcilio
FONTE:KOTAKU
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