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Como sua boa recepção já fazia crer, 'Cara de Barro' de fato estreou com bons números de bilheteria neste fim de semana. Em sua abertura global, o terror corporal da DC Studios arrecadou US$ 43 milhões mundialmente em seu fim de semana de estreia, com US$ 24,5 milhões vindos dos Estados Unidos.
Analistas do setor apontam que o longa registrou uma trajetória de crescimento constante na venda de ingressos ao longo dos primeiros dias de exibição, fazendo com que o resultado consolidado que o estúdio divulgará amanhã (26) possa ser ainda maior. De toda forma, os números iniciais já representam uma largada sólida para a produção, enquanto busca continuar atraindo público durante o período de Halloween.
Inicialmente reportado dentro da faixa de US$ 40 milhões, até se teve posteriormente a informação que o orçamento seria de US$ 30 milhões - mas a Variety apontou da mesma forma que o orçamento exato de produção seria na verdade de US$ 44 milhões. Logo, para atingir seu ponto de equilíbrio financeiro, o longa precisará acumular por volta de US$ 110 milhões.
A recepção altamente positiva do público, no fim das contas, desde já funcionará como um trunfo importante para impulsionar a caminhada rumo a essa meta comercial.
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Pelo outro lado: mesmo diante de uma grande aclamação por parte da crítica (no Rotten Tomatoes, segue ostentando simplesmente 100% de aprovação, com base em 116 avaliações) e uma resposta igualmente positiva do público que já o conferiu, 'O Bosque Selvagem' até conseguiu superar as projeções iniciais do mercado, mas ainda obteve um resultado no mínimo modesto nas bilheterias. A mais nova animação em stop-motion do estúdio LAIKA arrecadou US$ 11,2 milhões em território americano (que se somam à apenas US$ 3 milhões obtidos no circuito internacional) levando assim à uma abertura global de US$ 14,2 milhões.
Tal valor não chega a ser realmente motivador, ainda mais diante dos custos feitos pelo estúdio, que investiu um orçamento superior a US$ 100 milhões para viabilizar o projeto. O resultado também perpétua um paradoxo histórico envolvendo as produções da LAIKA: projetos com estrondoso sucesso de crítica e prestígio artístico, mas que operam consistentemente sob prejuízo financeiro em suas passagens teatrais.
Apesar disso, o estúdio felizmente conta com uma garantia para a permanência de suas operações graças ao comando de Travis Knight. O diretor é filho do empresário Philip H. Knight (um dos fundadores da Nike) o que garante ao mesmo estabilidade financeira para bancar projetos artesanais sem depender de um retorno comercial imediato.
Por: Riptor
Fonte: TheWrap; Pipoca Moderna

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