sábado, 31 de janeiro de 2026

Professores de cinema relatam tendência preocupante em alunos

 






O público geral sempre reclamou que os filmes estão ficando longos demais, mas agora o problema atingiu um grupo inesperado: os próprios estudantes de cinema. Segundo uma reportagem da revista The Atlantic (via Hollywood Reporter), professores universitários dos EUA estão alarmados com a dificuldade de seus alunos em assistir a um longa-metragem sem checar o celular.


A pesquisa, baseada em relatos de 20 docentes, traz resultados preocupantes. O professor Jeff Smith, da Universidade de Wisconsin-Madison, citou um exemplo envolvendo o clássico Jules e Jim (1962), de François Truffaut, que nem é um filme tão longo (com cerca de 1 hora e 45 minutos) ou denso. Ao questionar a turma sobre o final, mais da metade errou grosseiramente, respondendo que os personagens se escondiam de nazistas (o filme se passa na Primeira Guerra) ou bebiam com Ernest Hemingway (que nem está no filme).


A situação chegou a um ponto em que alguns professores desistiram de passar obras completas, recorrendo apenas a trechos ou clipes — um fenômeno similar ao das aulas de literatura que usam apenas resumos de livros.


Apesar do cenário desanimador, há um contraponto: a chamada "Geração Letterboxd" tem sido creditada por impulsionar sucessos recentes de bilheteria, e a professora Lynn Spigel ressalta que os alunos verdadeiramente vocacionados continuam engajados.


Se depender dos futuros diretores da Geração Z, no entanto, parece que os filmes serão muito, muito curtos em um futuro próximo.


POR:Marcilio

FONTE:Ovicio

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