quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Bicho e que nem carrapato mesmo

 






O mundo do entretenimento já bateu o martelo a respeito da fusão entre a Netflix e a Warner, mas David Ellison ainda não se deu por vencido, e ainda acredita que acordo será fechado com a Paramount.


Enquanto a gigante dos streamings segue confiante de que conseguirá a aprovação das autoridades regulatórias do Reino Unido e de outros países para concluir sua compra pelo estúdio, o CEO da Skydance enviou um alerta à comunidade criativa em uma carta aberta.


Afirmando que o acordo com a Netflix criaria uma "entidade monopolista ou dominante", o empresário que tem reunido legisladores britânicos como parte de uma ofensiva, declarou o seguinte:


"Acreditamos que a comunidade criativa e o público são melhor servidos por uma variedade de opções - e não por uma menor - e por um mercado que incentive todo o espectro da produção cinematográfica, da criação de conteúdo e da exibição em salas de cinema, e não um que elimine a concorrência significativa criando uma entidade monopolista ou dominante. Em nítido contraste com a trajetória da Netflix, esta combinação proposta visa fortalecer a concorrência, criando um rival mais capaz e eficaz para as plataformas dominantes."


Ellison também reiterou o plano da Paramount em lançar mais de 30 filmes por ano nos cinemas, mantendo uma janela mínima de 45 dias e mais:


"A HBO continuará a operar de forma independente sob nossa gestão, o que lhe permitirá criar ainda mais conteúdo de alta qualidade, pelo qual é reconhecida. Na nossa empresa, faremos tudo ao nosso alcance para garantir que a próxima geração de filmes extraordinários possa ser contada e vista pelo público mais amplo possível, nas maiores telas. E faremos isso em condições de acesso justo e com uma ampla variedade de opções no mercado - porque somos a favor da concorrência, da comunidade criativa e do consumidor."


Ainda no assunto;


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não pretende interferir na análise governamental sobre a proposta de aquisição da Warner Bros. pela Netflix, nem na oferta hostil concorrente feita pela Paramount.


Em entrevista no Salão Oval ao NBC Nightly News, Trump afirmou ter recebido contatos de ambos os lados da disputa, mas optou pela isenção. "Decidi que não devo me envolver. O Departamento de Justiça cuidará disso", disse ele, descrevendo a situação atual como uma batalha onde as empresas "estão se estapeando violentamente, e haverá um vencedor".


A nova postura marca uma mudança drástica e contraditória em relação a comentários anteriores. Em dezembro, Trump havia indicado ao Deadline que participaria ativamente da análise da transação, o que romperia a tradição de presidentes se manterem afastados de processos antitruste.


O cenário segue tenso nos bastidores. Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, precisou justificar perante o Senado um encontro com o presidente semanas antes do anúncio do acordo. Simultaneamente, a Paramount, liderada por David Ellison, tenta uma compra forçada, contando teoricamente com a simpatia de Trump devido à sua proximidade com o investidor Larry Ellison.


POR:Marcilio

FONTE:Ovicio

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