Dirigido por Christopher Nolan, 'A Odisseia' estreou com força total nas bilheterias mundiais, ao arrecadar US$ 264,1 milhões em seu primeiro fim de semana em cartaz. Desse total, US$ 124,5 milhões vieram dos Estados Unidos, enquanto US$ 139,6 milhões foram obtidos no mercado internacional, consolidando a maior estreia global da carreira do cineasta.
Até então, esse posto pertencia a Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que arrecadou US$ 249 milhões em seu fim de semana de estreia em 2012. O desempenho supera com folga as projeções iniciais da indústria, que estimavam uma abertura entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões no mercado norte-americano e cerca de US$ 200 milhões em arrecadação global. Com o resultado, o longa também se tornou a maior estreia mundial de um filme live-action em 2026 até o momento.
O épico ainda estabeleceu outras marcas importantes, incluindo maior abertura global de uma produção da Universal Pictures com classificação indicativa para maiores de idade (superando Cinquenta Tons de Cinza, com US$ 248,7 milhões) e maior estreia da década para um filme original, sem ligação com franquias, remakes, reboots ou sequências. O longa também representa a maior abertura da carreira de Matt Damon, tanto no mercado doméstico quanto no cenário mundial. Além disso, desconsiderando a franquia Deadpool, trata-se da maior abertura mundial já registrada por um longa com classificação restrita.
A recepção do público reforça as expectativas de uma trajetória sólida nas próximas semanas. Caso repita o desempenho de Oppenheimer, último trabalho de Nolan, a produção de US$ 250 milhões poderá até mesmo sonhar em ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação mundial.
O sucesso comercial também contrasta com as discussões de bolha que antecederam o lançamento. Escolhas de elenco, figurinos e algumas interpretações criativas envolvendo a obra de Homero geraram debates nas redes sociais, e levantando dúvidas sobre um possível impacto negativo na bilheteria. Os números do primeiro fim de semana, no entanto, demonstram que essas controvérsias nem de longe afastaram o forte interesse do público.
Por: Riptor
Fonte: Reuters; Financial Times

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