A decisão da Sony de encerrar a produção de discos de PlayStation para novos jogos a partir de 2028 ameaça destruir o mercado de jogos usados, afirmaram analistas.
É uma tradição tão antiga quanto os próprios videogames. Vender jogos ou trocá-los — seja para recuperar parte do valor investido ou para tornar a compra de novos títulos mais barata — tem sido uma opção valiosa para os jogadores há décadas. Eu mesmo vendi e troquei inúmeros jogos ao longo dos anos, especialmente quando o orçamento estava apertado e eu não tinha condições de comprar lançamentos pelo preço cheio.
É claro que estou ciente da transição para o formato digital e do domínio que ele exerce sobre o mercado atualmente. De fato, hoje em dia eu baixo a maioria dos meus jogos (recentemente comprei uma cópia física de *Marvel's Avengers* para PS5 no eBay para meu filho jogar, já que o título havia sido removido das lojas digitais). Ainda assim, fiquei surpreso ao ver o tamanho que o mercado de videogames usados ainda mantém e as projeções de crescimento para o setor.
A CNBC divulgou estimativas da Dataintelo, que avaliou o mercado global de videogames usados em US$ 7,2 bilhões no ano passado e previu um crescimento para US$ 13,8 bilhões até 2034. Os consoles representaram 42,3% da receita total desse mercado de usados no ano passado, com a América do Norte detendo a maior fatia. Como era de se esperar, a GameStop e a CEX lideraram o cenário competitivo em 2025.
A Dataintelo apontou que o mercado de usados foi impulsionado por preocupações com a acessibilidade financeira (algo com que todos concordamos), pela crescente cultura de jogos retrô e pelo que a empresa chamou de "transições de jogos do digital para o físico".
No entanto, a decisão polêmica da Sony de abandonar os discos físicos para jogos de PlayStation ameaça destruir esse mercado. Kazunori Ito, diretor de pesquisa de ações da Morningstar, disse à CNBC que o mercado de jogos usados "continuará encolhendo e acabará desaparecendo". Michael Pachter, diretor administrativo de planejamento estratégico da Wedbush Securities, afirmou à CNBC que "o varejo físico de jogos está condenado", lembrando que, historicamente, pelo menos um terço dos jogos vendidos eram usados.
POR:Marcilio
FONTE:IGN
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