terça-feira, 15 de setembro de 2026

Zack Snyder comenta criticas de seu novo filme

 






Na noite anterior, o novo filme de Zack Snyder, “The Last Photograph”, estreou com casa lotada no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Produzido por sua esposa, Deborah, adaptado de um roteiro de seu colaborador de longa data Kurt Johnstad (“300”) e dirigido por Snyder, o suspense de ação acompanha um ex-agente da DEA (Stuart Martin, que é a cara de Hugh Jackman) que atravessa um país sul-americano infernal e sem nome em busca de seus sobrinhos desaparecidos, após o assassinato brutal dos pais deles. Ele conta com a companhia de um fotógrafo de guerra veterano e usuário de heroína (Fra Fee), que testemunhou os assassinatos. 


Snyder planejava fazer o filme desde os anos 2000 — Christian Bale e Sean Penn chegaram a ser cotados para os papéis principais em certo momento — e o rodou em 32 dias, principalmente na Colômbia. Ele contraiu COVID durante a produção e teve febre, mas seguiu em frente bravamente. Finalmente, o filme chegou.



E está sendo massacrado na internet.


Snyder está acostumado a discussões acaloradas em torno de seus filmes, mas desta vez a sensação é diferente. É um filme menor, feito de forma independente, que parece ser sua maneira de processar a morte de sua filha Autumn, uma aspirante a escritora que tirou a própria vida em 2017. Snyder e Deborah deixaram a produção de “Liga da Justiça” durante a pós-produção para viver o luto; no entanto, Joss Whedon assumiu o projeto e fez grandes alterações no filme, o que gerou acusações de má conduta. O exército de fãs de Snyder exigiu, em alto e bom som, o lançamento do “Snyder Cut” e, bem, você já conhece o resto da história.


Agora, em uma nova entrevista com a Variety, o cineasta resolveu abordar tais críticas.


"Hoje de manhã, acordei e vi meu feed no X; o debate está extremamente acalorado por causa dessa batalha", diz ele à Variety. "É como se houvesse uma guerra acontecendo — de repente."


"Havia apenas 1.200 pessoas no cinema e já existem milhares de comentários! Li um de um cara que recortou um trecho e disse: 'Ainda não vi, mas tenho certeza de que foi horrível'."


Snyder então começa a ler os tweets de ódio:


"'Quero matar Zack Snyder.' 'Zack Snyder é fascista.' 'Zack Snyder é homofóbico.' 'Zack Snyder é bissexual'." O comentário sobre ser bissexual, aparentemente, deve-se ao fato de os dois protagonistas passarem a maior parte dos 135 minutos sem camisa. "Imagino que seja isso! É 'homoerótico', 'transfóbico', 'fascista' e todas essas coisas."


Ele se sente particularmente incomodado com a acusação de misoginia — a crítica mais contundente surgida após a estreia — e não compreende as alegações:


"Primeiro, eu diria que a violência contra mulheres e homens é igual e que ninguém é poupado — homens, mulheres, crianças, todo mundo. A justiça aplicada no filme é da mesma forma que um furacão aplica justiça."


Vale ressaltar que ele tem uma visão muito clara de por que o debate funciona dessa maneira. "No meu caso, gera mais cliques dizer 'Eu odeio Zack Snyder! Ele é fascista!' do que dizer 'Vi o filme e foi legal'. Ninguém dá a mínima para isso." E então, de forma direta: "Obviamente, não sou fascista."


POR:Marcilio

FONTE:Variety, World Of Reel

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