segunda-feira, 14 de setembro de 2026

The Last Photograph | Novo Filme de Zack Snyder não Impressiona em Festival: "Tedioso"

 


Descrito como "seu filme dos sonhos", 'The Last Photograph' (novo filme de Zack Snyder) teve sua primeira exibição neste domingo (13), durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, e as reações iniciais estão longe de ser positivas. Embora a fotografia tenha recebido alguns elogios, críticos presentes no TIFF apontaram problemas no roteiro, na duração e no uso excessivo de violência.



O crítico brasileiro Waldemar Dalenogare definiu o longa como "o pior da carreira de Zack Snyder". Em vídeo publicado no Instagram, ainda declarou que "Snyder conseguiu criar o pior personagem da sua carreira". Já Matt Neglia, do Next Best Picture, afirmou que Snyder realmente tentou fazer algo mais profundo e artístico do que seus trabalhos anteriores, mas não conseguiu transformar sua ambição de fato em um bom filme: “De algumas maneiras, ele conseguiu. Infelizmente, ainda é uma experiência tediosa, frustrante e exaustiva. Facilmente o pior filme que vi no TIFF até agora”, escreveu.



Elizabeth Mulloy foi ainda mais dura ao descrever o longa como “sem rumo, artificial, misógino, confuso, longo demais, repetitivo, lento e superficial”. “Pelo menos o filme é bonito visualmente”, publicou a jornalista. Joey Magidson, por sua vez, destacou a liberdade criativa do diretor, mas considerou o resultado excessivo justamente pelo foco nos elementos menos interessantes da obra: “Zack Snyder claramente conseguiu fazer o filme que queria, e fico feliz por ele. Mas não é um filme que eu gostaria de ter visto. É entediante, inchado e brutalmente violento, mas visivelmente apenas para tentar criar algum impacto que logo se perde"



“É um desastre monótono e sem personalidade, que não encontra tensão ou estilo nem mesmo em suas cenas de ação ultraviolentas”, afirmou Christopher Cross, que classificou o filme como o pior longa que viu nesta edição do festival. Já Dave Baldwin reconheceu no filme várias das marcas registradas de Snyder, mas questionou se isso ainda é o suficiente para justificar sua própria existência: “Admiro sua audácia, mas não faço ideia de por que esse filme existe”, resumiu o crítico. Na mesma linha, Cam Maitland considerou que nem mesmo os fãs mais dedicados do cineasta encontrarão muito para celebrar, principalmente pelo longa não ter a energia visual que já chegou a definir o carreira de Snyder: “Até quem vibrou quando citaram Batman vs Superman na apresentação estava rindo durante o que deveria ser o clímax emocional. É nessas horas que você sabe que tem algo de errado"



Por fim, a representação das mulheres também foi mencionada nas primeiras impressões, com Nadia Dalimonte chegando a classificar o filme como ofensivo nesse aspecto: “Acho que nunca vi um filme tão ofensivo e degradante para as mulheres em toda a minha vida”, escreveu.



A reação geral ao resultado não chega a realmente fugir muito de questões que já chegaram a ser reportadas anteriormente. Informações do World of Reel já haviam divulgado que quem já assistiu o projeto o descrevia como um thriller hiperviolento (cuja violência extrema seria pesada até para os próprios padrões habituais de Snyder) que o financiou de forma totalmente independente e tirando do próprio bolso após quase duas décadas tentando tirá-lo do papel. Isso somada às dúvidas sobre a qualidade do longa, estaria espantando potenciais compradores. A própria estreia do filme no Festival de Toronto já era vista como uma tentativa de se aproveitar do palco do festival para buscar uma distribuidora interessada - e por ora, tal situação nesse sentido não mudou.



The Last Photograph acompanha um ex-agente da DEA que parte para as montanhas da América do Sul em busca do sobrinho e da sobrinha desaparecidos após o assassinato dos pais. Para encontrá-los, ele se une a um fotógrafo de guerra que testemunhou o crime. A partir disso, os personagens partem para uma jornada que faz com que enfrentem não apenas o terreno hostil, mas também seus próprios traumas, enquanto os limites entre realidade e delírio começam a desaparecer. Stuart Martin e Fra Fee, que já trabalharam com Snyder em produções ligadas ao universo de Rebel Moon, protagonizam o longa. 



O roteiro é de Kurt Johnstad, colaborador do diretor em 300 e Rebel Moon, a partir de uma história criada pelo próprio Snyder.



Por: Riptor

Fonte: Omelete

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